
“Isso é rúcula?” Aprendendo a pedir ajuda.
Normalmente, quando vou ao mercado e preciso comprar rúcula, logo procuro a identificação, porque tenho dificuldade para diferenciar alguns “verdes”.
Uma vez, comprei almeirão … estava muito ardido.
Sobre compras, comida e culinária, essa é uma das minhas inúmeras incompetências.
E enquanto procuro a identificação da verdura, tento disfarçar, porque mulher incompetente sobre as coisas do lar é imediatamente julgada como um ser de outro planeta.
Eu disse “coisas” do lar, não “pessoas”. Sobre pessoas me avalio como emocionalmente, até que competente, mas sobre coisas … a nota é zero.
Hoje, lá estava eu no balcão de verduras, quando uma senhora, mais madura, com aparência e perfil de super experiente em coisas do lar, linda, pega uma embalagem de rúcula, examina a embalagem e as etiquetas do balcão, olha pra mim e pergunta “é rúcula?”
Eu me senti o máximo.
Por que será que a gente demora tanto para entender que quando não conseguimos resolver sozinhos, devemos pedir ajuda? É simples. E não adianta ficar adivinhando o que o outro pensa, pior ainda, achar que o que pensa é negativo, ruim, desmoralizante à nosso respeito.
Vamos aprender a pedir ajuda. Se vamos obter ou não, de quem esperávamos, não tem importância. De algum modo ela virá e com ela, uma pessoa que vale a pena você prestar atenção.
Ah! Eu já tinha visto a palavra Rúcula, na etiqueta de preço. Respondi à senhora que sim, é rúcula. Como quem entende alguma coisa do assunto.
E o importante aqui fica para o que essa senhora, fez.
Essa foi a minha lição.
Por Tonina Miraglia